Marketing de Influência: o que é e como utilizar em suas estratégias

Conceitualmente diferente do Marketing de Defensores, O Marketing de Influência visa encontrar figuras reconhecidas da internet para divulgarem produtos ou serviços em troca de um pagamento. Saiba mais.

O Marketing de Influência é um mecanismo de divulgação, baseado no poder de influência dos produtores de conteúdo sobre as suas audiências.

Ao adotar essa estratégia, empresas esperam ganhar a confiança do consumidor por meio da relação construída pelos influenciadores.

Dessa forma, a companhia contrata influenciadores digitais, visando divulgar uma marca, produto ou serviço, dentro do formato, padrão e linguagem que já costumam ser adotados por essas pessoas ou canais.

Ou seja, os influenciadores serão pagos para executar esse serviço.

Essa estratégia se disseminou a partir do momento em que o meio digital passou a criar suas próprias “celebridades”, seja nas redes sociais mais tradicionais, como Facebook ou Instagram, ou nos canais de Youtube.

Os influenciadores digitais são pessoas com um grande número de seguidores, caso dos Youtubers Felipe Neto e Whindersson Nunes, por exemplo, que, a partir do seu conteúdo e da empatia que geram com o público, acabam atraindo a atenção das marcas – e até mesmo começam a aparecer nas mídias mais tradicionais, como a televisão.

Nem todos os influenciadores digitais são extremamente reconhecidos em escala nacional, como os mencionados acima.

Algumas marcas têm apostado em pessoas “comuns”, mas que são muito ativas em suas plataformas de interação social – e, como consequência, contam com um número de seguidores –, com o propósito de divulgar seus serviços e produtos.

O Uber, por exemplo, estabeleceu embaixadores em várias cidades do país, que estão sempre comunicando seus deslocamentos por meio da plataforma.

No Brasil, marcas esportivas, como a Nike e a Adidas, se aproximam de corredores reconhecidos nas redes sociais e passam a ceder novos lançamentos e produtos, fazendo com que corredores se tornem promotores da marca – em alguns casos, criam até mesmo uma equipe de corrida, promovem desafios e promoções nas redes sociais.

Além da busca pelos ganhos em imagem da marca e disseminação de seus produtos, as empresas esperam que essas pessoas sejam capazes de interferir na jornada de compra de outros consumidores, criando o desejo de ter aquele produto – que foi, em tese, validado por alguém a quem os clientes respeitam e têm uma relação de confiança, construída há algum tempo e que a marca dificilmente conseguirá atingir em pouco tempo.

Marketing de Influência não é Marketing de Defensores

Embora possam parecer estratégias semelhantes, o Marketing de Defensores é diferente do Marketing de Influência.

As divergências são conceituais e práticas.

Enquanto o de Influência pressupõe uma relação institucional e comercial com a marca (em muitos casos, o influenciador nem sequer conhecia aquilo que está sendo divulgado no dia seguinte), o de Defensores lida diretamente com os clientes de uma marca, mesmo que não tenham grande alcance nas redes sociais.

Além disso, essas pessoas não são pagas, embora possam ser incentivadas a fazer isso por meio de programas específicos de reconhecimento.

Outro ponto que torna as duas estratégias opostas está em relação ao pagamento: o Marketing de Influência está baseado em um pagamento, seja ele realizado com dinheiro, por meio de permutas ou pela oferta de produtos ao influenciador.

Já no Marketing de Defensores – apontado como o futuro do marketing –, os clientes recomendam um produto ou serviço a seus amigos ou conhecidos sem receber nada em troca.

Dessa forma, há uma diferença crucial entre as duas estratégias: a credibilidade.

O influenciador digital está oferecendo algo sem necessariamente utilizar aquele produto em seu dia a dia, enquanto os “advogados” de uma marca conhecem a fundo a empresa a ponto de se tornarem defensores e, obviamente, usarem ou conhecerem a fundo o que estão divulgando.

Por que se investe em Marketing de Influência?

Via de regra, a lógica é bastante simples: a empresa procura influenciadores que estão imersos em determinada área e contam com engajamento do público; a partir disso, procura-se criar uma parceria, que pode ser paga em dinheiro ou em produtos.

Com essa relação construída, os influenciadores passam a divulgar os produtos em suas postagens e atividades do dia a dia.

Em geral, as empresas que contam com o suporte dos influenciadores digitais buscam atingir alguns objetivos específicos.

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  1. Aumentar a confiança e a percepção da marca

Um influenciador digital, via de regra, integra uma comunidade – pode ser de surfistas, skatistas, corredores, empreendedores, entre outros.

Ele sabe quais são as dificuldades vividas por aquele grupo, o que esperam de um produto ou serviço e costumam ter uma linguagem muito alinhada ao que as pessoas estão acostumadas e esperam.

Ou seja, a recomendação de um influenciador gera confiança na marca e faz com que ela passe a ser percebida por um perfil de público.

  1. Segmentação de público

Os influenciadores já têm um público cativo e segmentado, na maior parte dos casos.

Um Instagram de gastronomia, por exemplo, costuma contar com seguidores de uma região geográfica específica e que gostam de determinado tipo de comida ou têm o hobby de sair comer com frequência.

Portanto, já há uma segmentação de interesses do público na escolha do influenciador por parte da marca.

  1. Ganho de alcance e da presença digital

A empresa aumenta o alcance de seus produtos, visto que ataca um perfil que, via de regra, ainda não tem confiança ou o acesso necessário – ou que busca vender mais.

Além disso, pode reverter em aspectos técnicos da presença digital da marca, como melhora nas classificações de páginas do Google, por meio de SEO, caso seja mencionada em artigos produzidos pelo influenciador, assim como ser encontrada em hashtags ou outros caminhos das redes sociais.

  1. Influencia a jornada de compra

Como o influenciador é reconhecido em seu meio, há a possibilidade de que a jornada de compra seja alterada devido às recomendações feitas por ele.

Uma pessoa do universo fitness, por exemplo, pode sugerir produtos de uma marca de suplementos nutricionais, fazendo com que passem a considerar adquirir produtos desta marca no futuro.

  1. Melhorar o Social Selling

O Brasil conta com mais de 100 milhões de usuários no Facebook e 50 milhões no Instagram.

Ou seja, é um mercado no qual as empresas querem aparecer e vender!

A presença dos influenciadores visa melhorar o Social Selling, técnica focada em gerar e aumentar as vendas na internet a partir da criação e manutenção de relacionamento com os consumidores.

Cada vez mais, o Marketing de Influência tem sido usado por empresas de todos os portes, mas ele está longe de ser a única solução.

O Marketing de Defensores é uma estratégia que pode gerar resultados tão ou mais interessantes a partir da opinião de pessoas comuns.

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